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 [Análise] EA Sports MMA

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nuno91pt
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MensagemAssunto: [Análise] EA Sports MMA   Ter Dez 21, 2010 3:27 am



Com a THQ a ver a sua série UFC ir de vento em popa, a EA Sports não poderia adiar muito mais a sua entrada num campo que ganha cada vez mais adeptos. É através da disciplina MMA que a EA entra no ringue, tentando conquistar a sua quota de adeptos graças à aclamada experiência de combate obtida na série Fight Night. Só um poderá ser o vencedor…

… E por altura desta análise, já sabemos que EA Sports MMA não teve a mais calorosa recepção junto dos apreciadores deste estilo de videojogos. A verdade é que UFC possui uma legião de adeptos e toda a força da licença do Ultimate Fighting Championship, a principal organização de combate, com tudo o que isso representa. Obviamente, os jogos da marca UFC Undisputed contam com a presença de lutadores de renome como Georges St-Pierre, Chuck Liddell, Brock Lesnar e Anderson Silva, entre outros. Já a EA teve de optar por organizações de menor relevo, como a Strikeforce, a Renegade Fighting League e a Liga de Combate, entre outras. Isto leva a um elenco menos sonante, mas com mais de 80 lutadores espalhados por cinco categorias e onde se pode encontrar alguns nomes de peso, sendo as estrelas maiores Randy Couture e Fedor Emelianenko. É pena que as lutadoras femininas tenham ficado de fora deste jogo.

Conclusão? Ao contrário da rivalidade entre Tony Hawk e Skate, onde os nomes não determinam o sucesso de vendas, o mesmo não sucede aqui, onde o peso de um roster pode facilmente ditar o grande vencedor nas lojas. EA Sports MMA acaba por ser vítima de uma licença menos imponente, mas isso nunca fará dele pior jogo.

EA Sports MMA não parte propriamente às cegas para o ringue. As bases do sistema de controlo de Fight Night são aqui reaproveitadas para estes combates, com o analógico direito a servir para os socos e pontapés, estes últimos com o devido modificador. Quem não for fã desta abordagem pode optar por um controlo clássico, um pouco mais intuitivo mas menos imersivo. Este é um jogo que requer a sua estratégia e timing, não se coibindo de dar algumas “alfinetadas” ao seu rival, nomeadamente sobre a questão do button mashing. O tutorial é explícito e ensina-nos rapidamente todas as bases dos combates, incluindo os combos e as diversas submissões. Em pouco tempo estamos a entrar no modo carreira, o alicerce deste jogo.

Criar um lutador é uma tarefa simples, apesar dos vários parâmetros a configurar, desde a estética ao estilo de celebrações. A partir daí é uma série de combates, cada qual intercalado por oito semanas de treino para desenvolver os atributos. Uma semana equivale a um treino específico, sendo que após esse treino podemos optar por simulá-lo e ver as nossas estatísticas subir até ao próximo combate. O nosso sucesso é convertido em dinheiro, útil para viajar até outros ginásios, onde somos orientados por outros treinadores e podemos aprender até 16 golpes especiais. A carreira não é particularmente entusiasmante ou recheada, mas cumpre os seus propósitos e os diferentes estilos empregues pelos lutadores conseguem apimentar um pouco o conjunto.

Dentro dos ringues, este é um jogo fácil de compreender e nem por isso especialmente difícil de dominar. Os takedowns sucedem-se, assim como as submissões, com o jogo a ter como elemento preponderante a barra de resistência. É através desta que conseguimos responder aos ataques do rival e contrariar situações complicadas no solo. Aliás, exceptuando alguns knock-outs com um pontapé bem colocado, é no solo que se costumam ganhar as partidas, pelo que ter um bom domínio das diversas submissões (braços, pernas, pescoço…) é fundamental para chegar aos títulos. O género de mini-jogos nestas fases pode não agradar a todos, é um facto, sobretudo um deles onde temos de encontrar um ponto de referência num círculo antes do rival. A inteligência artificial dá razoável conta de si, apesar de insistir na tentativa de takedowns uma e outra vez, mesmo que nunca lhe dêmos uma oportunidade para concretizar esse ataque. Talvez esteja a tentar vencer-nos pelo cansaço… mas seria mais inteligente diversificar as investidas. Nota claramente negativa para o demasiado tempo que passamos a assistir a ecrãs de loading.

O online exige o cada vez mais habitual passe da EA, dando acesso a um modo bem afinado e convincente. Cada vez mais esta produtora aposta na vertente social e no seu potencial para agarrar os jogadores, permitindo para além dos combates várias opções interessantes, como a partilha de lutadores e combates em directo dentro do espírito do desporto.

EA Sports MMA tem muito em comum com Fight Night no que diz respeito aos visuais, incluindo uma relativa rigidez dos lutadores e impactos que nem sempre conseguem transmitir a ideia de poderosos golpes. Ainda assim, o trabalho neste campo resulta globalmente positivo, com detalhes de qualidade nos lutadores como o suor ou o sangue resultante dos ferimentos. A atmosfera sonora é de qualidade, tanto ao nível dos sons dos golpes como os próprios comentadores (que, no entanto, acabam sempre por cair um pouco na repetição), assim como a banda sonora licenciada.

A EA entrou com o pé direito neste combate, mas faltou-lhe um pouco de audácia e estofo no modo solo para intimidar seriamente o seu rival. Com uma abordagem mais rápida e directa ao assunto, EA Sports MMA consegue transcrever a essência destes combates sem grandes problemas, revelando-se como uma boa alternativa a UFC. Mas sem os grandes nomes da obra da THQ, até onde conseguirá ir esta série no ringue mais importante de todos, a loja?

Fonte: PlanetaJogos.

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MensagemAssunto: Re: [Análise] EA Sports MMA   Ter Dez 21, 2010 3:52 pm

A THQ agarrou o filão dos desportos de MMA a UFC, tanto que a legião de fãs e o espetaculo UFC é muito superior ao da MMA, logo este jogo arranca com clara desvantagem...

Eu gosto mesmo e de ver isto na TV e ver coisas tipo isto:


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