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 [Análise] Enslaved by PlanetaJogos

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nuno91pt
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MensagemAssunto: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 3:36 pm


Enslaved: Odyssey to the West apresenta-nos uma aliança forçada que é o maior trunfo desta nova produção da Ninja Theory. Monkey e Trip são duas personalidades completamente distintas mas que juntam forças numa viagem emocionante e marcante para os jogadores, que não ficaria nada mal num ecrã de cinema perto de si. Curiosamente, se existem muitos filmes a explorar este artifício, são muito poucos os jogos que o conseguem fazer com sucesso. É isso que distingue Enslaved dos demais.

Depois de um Kung Fu Chaos modesto (ainda sob a designação Just Add Monsters), a Ninja Theory avançou para Heavenly Sword, um jogo de reconhecida qualidade – apesar de algumas lacunas – que tentava uma abordagem mais cinematográfica ao fenómeno God of War. Em Enslaved o estúdio continua a provar que pretende ser um dos poucos a dar grande ênfase à história nos videojogos, contando mesmo com a preciosa ajuda do escritor Alex Garland para afinar a narrativa do jogo. O aclamado actor Andy Serkis volta a um papel de destaque, emprestando movimentos e voz ao brutamontes Monkey.

Viagem alucinante

A história de Enslaved pode ser vista como ficção científica leve, mas bastante consistente. Monkey e Trip são dois fugitivos de uma nave de escravos que acabam numa improvável aliança quando a frágil mas inteligente rapariga chantageia o poderoso guerreiro com um aparelho que o matará se o coração dela deixar de bater. “Se eu morro, tu morres”, diz ela. Perante tal situação, Monkey vê-se obrigado a aceitar a sua exigência: levá-la em segurança até ao seu povo. O problema é que neste futuro, a 150 anos dos dias de hoje, a humanidade foi praticamente devastada pela guerra e robôs desses tempos ainda vagueiam pela terra com a mesma ordem original: destruir os humanos. A odisseia não se afigura nada fácil.


Um panorama para deixar espantado e deprimido.
Felizmente, então, que esta viagem é não só variada como emocionalmente competente. Não esperem grandes surpresas no desenrolar do relacionamento entre a dupla de heróis, mas contem com nervos à flor da pele e fases de aceitação do nosso destino. Se vieram para Enslaved pela jogabilidade, o mais provável é que fiquem pela história.

Enslaved não conta com qualquer revolução na jogabilidade, misturando fases de combate à Heavenly Sword com muitas escaladas à Tomb Raider e muito uso de protecções, não esquecendo um pouco de infiltração para quem prefere evitar o confronto em algumas ocasiões. Tudo está bem oleado, em certos aspectos em demasia, como nos saltos de Monkey (que não podia ter um nome mais apropriado). Como numa escola onde nenhum aluno chumba, Monkey é incapaz de cair de qualquer plataforma, de saltar para algum local a menos que nele exista uma plataforma ou apoio. Tudo é automatizado, servindo certamente para momentos de grande fluidez, mas retirando a parte do desafio desta vertente. O jogo usa inclusive o mesmo botão para fazer Monkey rebolar e saltar, dependendo do contexto, revelando ainda mais a opção tomada pela Ninja Theory e que não irá agradar a todos. Como é evidente, um jogo que não toma em consideração as alturas perde nos seus combates, já que não podemos projectar os inimigos para a sua morte, algo que seria certamente muito utilizado neste jogo, dado o design frequentemente vertical dos níveis.

Diga-se em abono da verdade que o automatismo destas fases acaba por contribuir para momentos de grande espectacularidade, com cenários majestosos preparados ao centímetro para entusiasmar e arrepiar o jogador, perante perigos que são bem menos reais do que parecem, mais peças planeadas para nos provocar momentos de tensão. O objectivo é plenamente alcançado.

Monkey armado em Surfista "Tatuado".

Quanto aos combates, não existe dúvida que os impactos oferecem uma sensação satisfatória, mas fazem falta mais combinações de golpes. Monkey pode ainda melhorar as suas capacidades graças à ajuda de Trip, ou mesmo dar algumas ordens à sua companheira de viagem, como andar, proteger-se, curar-nos ou usar um holograma para desviar a atenção das muitas sentinelas automáticas. Monkey tem ainda um bastão que serve para destruir inimigos ou atordoá-los, dependendo do tipo de munições que escolhermos.

Com tanta corrida e salto pela frente, Trip não irá certamente dar conta de tudo. É nestas alturas que Monkey a pode carregar às cavalitas ou atirar para locais de difícil alcance. Convém não nos afastarmos muito na exploração do cenário, porque quando assim acontece a faixa metálica que temos na cabeça efectua descargas que nos matam em poucos segundos. Com Trip é assim mesmo, é uma relação mais do que amor/ódio, de chantagem/morte.

Monkey tem ainda outra distracção que só pode utilizar nos locais que os designers bem entenderam: a cloud, nuvem no nosso idioma mas hoverboard para quem conhece a trilogia Regresso ao Futuro. Trata-se de um transporte rente ao solo que serve para alcançar maiores velocidades, especialmente útil em confrontos com certos bosses.

Um pouco de ternura num mundo de brutos.

Com Heavenly Sword, a Ninja Theory já tinha mostrado a sua capacidade no lado cinemático dos seus jogos, dando mais um passo à frente com Enslaved. O design e expressões faciais das personagens são gemais, com um Monkey capaz de expressar bem mais emoções do que inicialmente se poderia imaginar. A doce Trip passa a maior parte do tempo com os olhos arregalados, receosa do mundo devastado que atravessa mas também de um companheiro que não desperta confiança, e não é para menos. Mas estas personagens merecem um reparo, que é uma ocasional brusquidão das suas animações, como se faltassem algumas etapas para suavizar os movimentos.

Não poderia deixar de destacar a satisfação em ver um mundo pós-apocalíptico longe das habituais recriações monótonas, cobertas de cinzentos e castanhos que surgem jogo após jogo. O mundo de Enslaved pode estar devastado, mas a natureza tomou lentamente o lugar da mão humana e cobre todo o terreno com verdes brilhantes e vegetação variada. Como que um sinal de que ainda existe esperança para as duas personagens… e para os gráficos de jogos com este tema. Todo o ambiente sai reforçado com excelentes interpretações vocais das personagens principais e uma banda sonora discreta mas que encaixa na perfeição.

Enslaved: Odyssey to the West ainda não é a obra-prima que a Ninja Theory parece capaz de nos oferecer. É “apenas” um grande jogo que coloca em primeiro lugar a narrativa, com uma história forte e uma dupla de personagens cativantes, com um coração maior do que se poderia pensar à partida. Não é na jogabilidade que Enslaved vai surpreender mas também não desilude ninguém. Quem procura uma aventura competente, um “buddy movie” jogável e capaz de marcar os espíritos tem aqui um título a não perder.

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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 4:22 pm

O jogo até parece ser giro, mas n sei se compro.
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nuno91pt
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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 4:37 pm

Quem jogou a demo disse que o jogo é espectacular, em principio devo compra-lo...

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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 5:28 pm

Oh nuno como é que disses te que tinha de fazer para ver os videos é que esqueci me
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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 5:36 pm

És mesmo troll Razz... vai ao botão perfil e depois vais onde diz preferências, ai mais a baixo tens uma coisa que diz "permitir sempre html" e pões sim

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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   Ter Out 12, 2010 5:37 pm

Este jogo deixa me duvidas
so jogando é que sei o que vale para mim
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MensagemAssunto: Re: [Análise] Enslaved by PlanetaJogos   

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